Os prazos curtos e o uso de máquinas obsoletas são as principais causas apontadas pelo Ministério Público do Trabalho para acidentes em canteiros de obras e no setor industrial na região de Campinas. Segundo o procurador do MPT Ronaldo Lira, a prevenção no ambiente de trabalho também é insuficiente, o que coloca os números da região no topo do ranking estadual, atrás apenas da capital paulista.
Dados nacionais sobre acidentes de trabalho da Previdência Social mostram que a construção civil teve 186,4 mil casos entre 2011 e 2013. A indústria alimentícia vem logo atrás, com 164,6 mil. Completam a lista, a indústria de fabricação de veículos e equipamentos, com mais de 78 mil, a agropecuária, com 75,9 mil, a indústria têxtil com 65,5 mil e fabricação de máquinas, com 59 mil registros.
O problema, de acordo com o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, Edmundo Fraga Lopes, é que faltam fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e a defasagem de mil servidores precisa ser suprida. Através dos procuradores do MPT é que as ações civis públicas são feitas, o que permite a aplicação de multas altas contra construtoras e empresas. Os valores aumentam caso haja reincidência. Entre 2011 e 2013, o Brasil registrou 2,15 milhões acidentes nas frentes de trabalho. No período, foram 8,5 mil mortes, sendo que a média anual atinge o índice de 2 mil e 800.
