A disponibilidade hídrica durante período de estiagem para cada habitante da Grande São Paulo caiu de 25 0m³ por ano, para 50, segundo estudo do Consórcio PCJ. A comparação é com ano de 1996. Para os municípios abastecidos pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, no interior do estado, a queda foi de quase 30%. Atualmente é de 299 m³ por habitante/ano.
A medição segue padrão da Organização das Ações Unidas, a ONU, considerando a água disponível para consumo. Pelos padrões estabelecidos, abaixo dos 1000m³ já se considera insuficiência hídrica. O Secretário Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, destaca que a situação não é de hoje, mas que agora há agravamento diante do uso das reservas técnicas, o volume morto.
Ele cita medidas de restrição da Agência Nacional de Águas, a ANA, para as bacias do PCJ. Segundo Lahóz, ações assim confirmam que o Sistema Cantareira é insuficiente diante da demanda.
Em março a vazão para os municípios do PCJ era de 2m³/s e houve redução para meio metro cúbico, citado por Lahóz. Para o Consórcio PCJ, a única saída continua sendo a proposta apresentada em 2013: reduzir pela metade o consumo de água, em todos os setores.
O consórcio destaca a importância dos reservatórios estaduais, dos piscinões na Grande São Paulo e ações privadas, como a instalação de cisternas. O estudo de 1996 que foi usado como comparativo ao levantamento do Consórcio PCJ é de autoria professor da Puc-Campinas, Armando Gallo.