A soltura de mosquitos da dengue geneticamente modificados começou pela primeira vez no estado de São Paulo, nesta quinta-feira (30/04), na cidade de Piracicaba. Cerca de 100 mil insetos foram liberados no bairro Cecap, que é o com mais casos da doença no município. Os chamados “Aedes do Bem” são mosquitos machos transgênicos que não picam e ao cruzar com as fêmeas geram uma prole que morre antes da idade reprodutiva. O objetivo é reduzir a população do aedes aegyt.
Ação é um projeto experimental, de parceria entre a prefeitura e a Oxitec, com um custo de R$ 150 mil. Ainda não há liberação da Anvisa e o Ministério Público já chegou a questionar a segurança da medida.
O gerente do projeto, Guilherme Trivellato, garante a efetividade citando exemplos que deram certo.
A empresa também desenvolveu o projeto em Jacobina na Bahia e cidades do panamá. No caso do estado de São Paulo, houve a necessidade da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta com MP para garantias de segurança. Para o secretário de saúde de Piracicaba, pedro Mello, a falta da liberação da Anvisa não preocupa.
A população do bairro Cecap em Piracicaba de modo geral aprovou a medida.
A expectativa é de que em dez meses o bairro alvo da ação tenha redução expressiva no número de mosquitos. No início ações, entre 800 mil e 1 milhão de mosquitos transgênicos devem ser liberados semanalmente.
