A exemplo de Santa Bárbara d’Oeste e Americana, Campinas também deu início às discussões sobre a implantação de chips de rastreamento em humanos. O dispositivo é uma nova tecnologia que tem sido sugerida no Brasil para identificar funcionários em grandes empresas ou servir como suporte para a segurança pessoal. A questão tem criado polêmica principalmente com parlamentares ligados à igreja, que interpretam a tecnologia como sinal do texto bíblico do Apocalipse, que fala sobre a marca da besta, onde todas as pessoas seriam marcadas na pele e seriam governadas por um único grupo satânico. Em Campinas, o autor da proposta, o vereador Antônio Flores, que tem envolvimento com as igrejas evangélicas, onde exerce funções na diretoria e na presidência na igreja do Nazareno, afirma que não é apenas a questão religiosa que está em debate. Segundo ele, a ideia é que a chipagem em humanos não seja obrigatória, mas seria permitido caso o indivíduo optasse por implantar o dispositivo.
Assim como aconteceu em Santa Bárbara d’Oeste e em Americana, os questionamentos sobre o fato do estado brasileiro ser laico também surgiram em Campinas. Para o vereador Antônio Flores, apesar da proposta ter um objetivo religioso, ela também atende a lei federal, que garante o direito de ir e vir do cidadão. O projeto está em discussão na Câmara de Campinas e a expectativa é de que ele vá para primeira votação até o final deste mês.
