Com 20 leitos disponíveis, o pronto-socorro do Hospital Celso Pierro, em Campinas, registrou 55 pessoas internadas nesta segunda-feira, situação que levou a unidade a usar o corredor para o atendimento. No final de semana, o número de pacientes chegou a 58 e um homem que estava em uma das macas precisou ser colocado na área externa por cerca de três minutos para que outra pessoa pudesse ser entubada. A instituição justificou que o procedimento foi necessário devido à superlotação.
No pronto-socorro infantil, a superlotação se repete. Dezesseis crianças estão internadas, mas somente seis leitos são disponibilizados originalmente. Com isso, novas macas e berços precisaram ser realocados. Mesmo assim, segundo a assessoria de imprensa, as crianças e os bebês foram colocados em outras salas e não são mantidos no corredor. Na recepção, também havia grande movimentação nesta segunda-feira. De acordo com a assessoria, os motivos para o aumento da demanda, mesmo após o local priorizar os casos urgentes, em abril, são os registros de dengue, as doenças respiratórias e os pacientes em estado grave.
Enquanto isso, porém, o Hospital Mário Gatti também apresenta dificuldades. Maria da Cruz foi com a filha à unidade e teve que esperar uma hora e meia. No pronto-socorro infantil, a recepção também estava cheia, mas não havia reclamação sobre demora. Segundo a Prefeitura, o setor de atendimento semi-intensivo foi adaptado para UTI e três crianças estão internadas. Na UTI Pediátrica, são 10 pacientes ao todo. Já no Hospital Ouro Verde são 8 na UTI infantil. O panorama, segundo o comunicado do Executivo, não é reflexo da restrição das internações no HC da Unicamp.
