A decisão de alguns hospitais da região em acabar com suas unidades de tratamento infantil tem sobrecarregado a rede pública de Campinas neste período de frio e tempo seco, que favorece o surgimento de doenças respiratórias. Devido à superlotação, o Hospital das Clínicas da Unicamp suspendeu as internações na UTI infantil, pelo menos até neste domingo. No Mário Gatti, a unidade tem 12 leitos de tratamento intensivo ocupados, mas já chegou a atender 22 crianças com problemas respiratórios graves.
O Hospital Ouro Verde está com seus 10 leitos ocupados e a administração já está preparando outros cinco para atender a demanda. De acordo com o secretário de saúde de Campinas, Cármino de Sousa, atualmente não é vantajoso para alguns hospitais manter unidades de tratamento infantil, já que a procura por atendimento acontece geralmente entre o outono e o inverno, deixando a ala ociosa a maior parte do tempo. O reflexo disso, segundo ele, é o aumento do atendimento na rede pública de saúde.
Cármino de Sousa afirma ainda que a maior dificuldade neste período é manter um quadro de funcionários que atuam no atendimento às crianças nos hospitais. Para o secretário de saúde, a falta de profissionais preparados para o atendimento infantil é um dos maiores gargalos da saúde pública nesta época do ano. A maioria dos casos de internação na UTI infantil envolvem bebês com menos de um ano de idade.
