Os comerciantes da rua José Paulino, no centro de Campinas, estão cansados dos roubos registrados entre a avenida Aquidaban e a rua Duque de Caxias. As lojas de noivas são as mais afetadas pelos crimes. A região concentra muitos estabelecimentos de aluguel de roupas e se tornou alvo fácil de criminosos que agem principalmente de madrugada. Eles usam barras de ferro e serras para arrombar e furtar os locais. O clima é de medo e insegurança entre os proprietários e trabalhadores, que não quiseram se identificar, mas relataram a rotina de prejuízos e preocupações. Em uma semana deste ano foram ao menos seis casos.
Última vítima dos bandidos, o dono de uma das lojas foi roubado na madrugada do dia 18 e ainda contabiliza os gastos e as perdas, já que a porta foi danificada e um computador e uma impressora foram levados. Ele conta que precisa manter a luz acesa para evitar que papéis sejam queimados no local e relaciona o problema aos moradores de rua que frequentam um centro de referência instalado no mesmo quarteirão. Mas a coordenadora da população adulta em situação de rua, Katia Rose, discorda. Segundo ela, o público atendido no centro não tem relação com os roubos, porque possui um perfil social mais frágil.
A área fica próxima à base central da Guarda Municipal, na avenida Moraes Salles, mas continua registrando a onda de crimes, o que revolta uma gerente e uma cabeleireira, que pedem policiamento. Em nota, a GM informou que o patrulhamento na região central foi reforçado neste mês. São 40 guardas atualmente nos períodos diurno e noturno, mas outros 40 devem começar em junho. Já a PM ainda não enviou resposta.
