Quem mora na região da avenida Doutor Salles de Oliveira, na Vila Industrial, em Campinas, reclama das pichações em muros e fachadas. As marcas são percebidas dos dois lados da via, principalmente em prédios antigos entre as ruas Doutor Pereira Lima e Amador Bueno. O problema já faz parte da rotina de Lidivânia dos Santos. Ela se preocupa com a desvalorização dos imóveis e a degradação do bairro. O local fica próximo a uma praça na qual estava prevista a instalação de uma base da Polícia Militar, medida que continua sem definição.
Ester Santana reclama dos danos causados ao patrimônio, já que a região concentra muitos casarões e propriedades antigas. Para ela, falta punição adequada aos infratores, que muitas vezes são flagrados e mesmo assim não deixam de voltar a praticar os atos. Considerado vandalismo e crime ambiental, o ato tem recebido penas alternativas, como prestação de serviços e pagamento de cestas básicas.
Se envolver menores, o Estatuto da Criança e do Adolescente pode ser aplicado e causar arquivamento ou adoção de medidas socioeducativas. Segundo a juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude, Renata Aparecida, alguns casos podem resultar até mesmo em oficinas de grafite. A coordenadora de prestação de serviços à comunidade do Centro de Orientação ao Adolescente, Juliana Vedovelo, explica o trabalho. Enquanto medidas são aplicadas aos mais jovens, uma lei federal restringe a venda de sprays a pessoas com menos de 18 anos. Pessoas maiores, porém, podem comprar o produto sem dificuldades.
