Nos últimos três meses, oito moradores de rua morreram em Campinas. Os dados são do Instituto Médico Legal e do SOS Moradores de Rua, da Prefeitura Municipal. Desde abril de 2014 os dois órgãos tem uma parceria em que o Instituto aciona o SOS para identificação dos cadáveres que podem ser de moradores de rua. Uma bebida feita à base de álcool combustível, suco em pó e açúcar tem preocupado órgãos que tratam diretamente com esses moradores. A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, Jane Valente, comenta que ainda depende da necropsia do IML para afirmar que as recentes mortes foram causadas pela ingestão da mistura.
Levantamento feito pela Secretaria em abril passado aponta que o município tem hoje cerca de 560 moradores de rua. A grande maioria é do sexo masculino, entre 25 e 39 anos e está em Campinas há pelo menos dois anos. Jane Valente também pede atenção quanto à esmola dada pelos motoristas
A Secretaria informou que o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap), já intensificou as campanhas para orientar a população de rua e os frentistas sobre os malefícios que a mistura causa no organismo.
