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Câmara analisa venda de etanol a moradores de rua

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Campinas quer acompanhar as investigações sobre as mortes de nove moradores de rua que podem ter sido causadas por uma bebida à

Câmara analisa venda de etanol a moradores de rua
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Campinas quer acompanhar as investigações sobre as mortes de nove moradores de rua que podem ter sido causadas por uma bebida à base de etanol. Os vereadores analisam a possibilidade de que alguma pessoa ou grupo seja responsável por comprar e repassar o combustível, que é ingerido […]

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Campinas quer acompanhar as investigações sobre as mortes de nove moradores de rua que podem ter sido causadas por uma bebida à base de etanol. Os vereadores analisam a possibilidade de que alguma pessoa ou grupo seja responsável por comprar e repassar o combustível, que é ingerido depois de misturado com água, suco em pó ou açúcar.

Os registros fatais começaram em abril e, para o vereador presidente da comissão, Carlão do PT, poderiam ser evitados se a fiscalização fosse frequente e só permitisse a comercialização em caso de pane seca. Nesta quinta-feira, os representantes dos sindicatos dos frentistas e dos postos de combustíveis foram ouvidos na primeira reunião sobre o assunto e se prontificaram a evitar a venda irregular do produto.

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Dos 168 locais espalhados por Campinas, o presidente do Recap, Flávio Campos, diz que 60 estão no centro, onde a maioria das mortes aconteceu. No local, existem pelo menos 10 unidades não-associadas. O Recap já entregou panfletos informativos em 30 postos e conta ainda com o reforço dos frentistas, representados pelo presidente da entidade, Francisco Soares, que aposta no reforço da conscientização.

A comissão definiu ainda que deve continuar os trabalhos durante o recesso de um mês da Câmara e planeja visitar albergues e abrigos municipais para checar denúncias de falta de segurança e estrutura. A investigação sobre as mortes ainda depende dos laudos do Instituto Médico Legal, que podem apontar algum tipo de ligação entre os casos.

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