O Ministério Público do Trabalho concedeu um prazo de 30 dias para que as empresas concessionárias de ônibus de Campinas se manifestem sobre uma proposta de adequação a atual cobrança de passagens em dinheiro, feita pelos motoristas. Além disso, a Transurc será notificada para apresentar, em 10 dias, quantos são os atuais pontos de venda de bilhete eletrônico para acesso ao transporte público de Campinas.
Nessa segunda-feira,22, o Ministério Público do Trabalho se reuniu em audiência com representantes das empresas que prestaram esclarecimentos sobre possíveis irregularidades envolvendo o desvio de função de motoristas, que vêm se responsabilizando pela condução dos veículos e pela cobrança de passagens em dinheiro.
As empresas disseram que apenas 2% dos passageiros utilizam o pagamento em dinheiro, representando a média de um passageiro por viagem realizada. Justificaram também que a redução do dinheiro dentro do ônibus zerou o número de assaltos entre janeiro e abril desse ano e que a cobrança em dinheiro funciona em todas as linhas, exceto aquelas que fazem o trajeto terminal-terminal.
Os procuradores do MPT deixaram claro o posicionamento da instituição pelo fim das atividades de venda a dinheiro pelos motoristas, em decorrência dos riscos envolvidos para os próprios condutores, além da população transportada e terceiros.
