Dois homens foram presos na região de Campinas na Operação Ferrari da Polícia Federal contra o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro. As ações aconteceram simultaneamente em cinco estados. Um dos homens é de Hortolândia. Ele coordenava as operações de venda e distribuição de drogas nas cidades vizinhas e ainda era o responsável por recrutar e realizar o pagamento dos traficantes no interior paulista.
Outro suspeito também foi detido e um terceiro foi levado à sede da PF para prestar depoimentos. Ao todo, foram quatro mandados de prisão, sendo que um não foi cumprido e o outro foi realizado em Londrina. Segundo o delegado da Divisão de Entorpecentes da Superintendência de São Paulo, Gustavo Magalhães Gomes, a pasta base das drogas vinha de países como Peru e Bolívia e entrava no País através do Paraguai.
A partir daí, era dividida e levada para a Bahia para o refino e o preparo e em seguida trazida de volta para o sudeste e o sul, principalmente para os estados de São Paulo e Paraná, para a venda e o consumo. A investigação começou no Paraná nos primeiros meses de 2014 e se estendeu para São Paulo, Bahia, Sergipe e Mato Grosso do Sul enquanto novos alvos da quadrilha eram identificados pelos policiais federais.
Além do esquema logístico para a fabricação, a distribuição e a venda das drogas, os criminosos também encobriam a origem dos lucros através de empresas falsas em Campinas, como postos de combustíveis. O patrimônio do bando foi avaliado em R$ 40 milhões e cerca de 30 carros de luxo foram apreendidos. Joias e dinheiro também foram encontrados e ao menos 16 pessoas foram presas em todo o Brasil.
