O anúncio de que a Prefeitura de Campinas pretende descontar os dias parados dos Servidores em greve foi considerado pela categoria uma motivação a mais para a continuidade do movimento grevista. Para a diretora de comunicação do sindicato dos servidores de Campinas, Rosana Medina, esse tipo de postura da administração municipal é normal e previsível. Palavras de ordem dos servidores citaram assédio, mas de acordo com a administração municipal, o desconto dos dias parados não caracteriza em hipótese alguma assédio moral.
O sindicato se mobilizou na manhã dessa terça-feira no Hospital Mário Gatti, onde integrantes da categoria tentaram ler uma carta aberta para pacientes do pronto socorro, mas foram impedidos pela Guarda Municipal, que alegou Lei do Silêncio. Após o principio de confusão, cerca de 500 servidores saíram em passeata pela Avenida Prefeito Faria Lima, até o SAMU, onde foi realizado um ato. De lá o grupo caminhou pelas avenidas João Jorge, Moraes Sales, Irmã Serafina e Anchieta, prejudicando o trânsito nessas vias entra 9h30 e 11h30.
A categoria completou nessa terça-feira 9 dias de greve. A reivindicação é de 18,6% de reajuste salarial e R$ 950 de vale-alimentação. A proposta da Prefeitura é de 7,21%, mais 1,07% pagos em novembro e R$ 188 de vale-alimentação.
