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Prefeitura de Sumaré apresenta levantamento social da Vila Soma

A prefeitura de Sumaré divulgou nesta terça-feira um levantamento social da Vila Soma, ocupação localizada em uma área particular de quase um milhão de metros quadrados e que passa por

Prefeitura de Sumaré apresenta levantamento social da Vila Soma
Protesto de moradores da Vila Soma

A prefeitura de Sumaré divulgou nesta terça-feira um levantamento social da Vila Soma, ocupação localizada em uma área particular de quase um milhão de metros quadrados e que passa por um processo de reintegração de posse. Os números apresentados pela administração municipal foram contestados pela liderança dos moradores da área. Segundo a prefeitura, existem hoje na ocupação 2.682 pessoas, enquanto os moradores afirmam haver cerca de 10 mil pessoas vivendo no local. O levantamento da prefeitura indicou ainda que a ocupação aumentou de tamanho nos últimos meses, uma vez que em 2014 haviam 530 lotes vazios, e em maio deste ano, este número caiu para 54. A administração constatou que em 2013, eram 610 moradias, passando para 755 em 2014 e 1.943 em 2015. A média dos números apresentados pela prefeitura de Sumaré indica que na Vila Soma existe uma moradia para pouco mais de uma pessoa. Segundo o membro da liderança do movimento de moradia, Willian Souza, os números da prefeitura não correspondem à realidade da ocupação. Ele afirma que esta é uma tentativa da administração de criminalizar o movimento.

Outro dado apresentado pelo levantamento da prefeitura de Sumaré aponta que das 1.943 unidades de moradia, apenas 224 são ocupadas por famílias com origem no próprio município. O restante seria pessoas que vieram de 38 cidades do estado de São Paulo, de outros 15 estados brasileiros e de países como o Chile, Haiti, Bolívia e Paraguai. Willian Souza rebate os números apresentados e garante que a maioria das pessoas que vivem na Vila Soma tem origem em Sumaré.

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A prefeitura de Sumaré informou ainda que tem colaborado no grupo de trabalho formado para discutir as alternativas para a remoção das famílias da área de ocupação. O Grupo de Apoio às Ordens de Reintegração de Posse acatou a sugestão da construtora que será responsável pelas moradias populares, que prevê a transferência dos moradores para três áreas menores nas regiões dos bairros Maria Antonia e Jardim Picerno. Com a proposta, as partes envolvidas deverão apresentar no dia três de julho quais serão exatamente as áreas que serão utilizadas, com a assinatura do compromisso de compra e venda e a prefeitura deverá emitir um parecer técnico até o dia 24. A próxima reunião no Gaorp está agendada para o dia 27 de julho.

 

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