Impedidos de entrar no Plenário da Câmara de Vereadores de Campinas durante a discussão do Plano Municipal de Educação, cerca de 60 manifestantes bloquearam o trânsito ao redor do local nesta terça-feira. O grupo, formado por servidores da Educação e ativistas ligados a coletivos e partidos, reclama que o conteúdo colocado em votação é muito diferente do que foi aprovado em conferências na cidade.
Para a professora Joseane Búfalo, faltou transparência e diálogo aos vereadores, que só permitiram que funcionários de naves mães entrassem e ocupassem o espaço durante a sessão extraordinária. O que mais desagradou aos manifestantes foi a retirada das propostas aprovadas nas conferências e que previam a substituição das OSs por concurso público e a discussão sobre ideologia de gênero.
Sem poder entrar para acompanhar o debate, o grupo fechou a Avenida da Saudade entre 10h30 e 11h, o que obrigou a Emdec a desviar o trânsito para vias próximas, como a Avenida Ângelo Simões. Depois, liberaram o tráfego e ocuparam os dois sentidos da Avenida Engenheiro Roberto Mange, onde fica a entrada do Plenário da Câmara. Com carro de som, eles ficaram no local por cerca de duas horas. O documento que foi aprovado estabelece 11 diretrizes para o setor de Ensino nos próximos 10 anos e deve ser formalizado até o dia 24 para que o município não perca até R$ 17 milhões de verbas da União.
