2848 estrangeiros trabalham na Região Metropolitana de Campinas, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. A maioria vem da China. Para se ter uma ideia, o número de chineses trabalhando na RMC aumentou quase 16 vezes em dez anos, consideram o período de 2003, quando eram 23 e 2013, quando o número saltou para 365.
O professor de Economia da Puc-Campinas e Facamp, Leandro Pereira Morais, destaca que o mercado acaba sendo até de extremos. Chineses que trabalham em multinacionais em cargos executivos e outros no trabalho informal.
No ranking do Relatório Anual de Informações Sociais, os chineses são seguidos pelos portugueses, argentinos e chilenos. Há o destaque para os bolivianos, que embora estejam na quinta colocação em números brutos, tiveram um aumento de quase quatro vezes. Eram 42 bolivianos trabalhando na região em 2003 e pelos últimos dados, já totalizavam 202.
Nesses casos , o economista Leandro Pereira Morais, destaca um perfil de trabalho que chega a ser comparado à escravidão, principalmente no ramo têxtil.
Outras nacionalidades que aparecem no ranking de trabalhadores estrangeiros na RMC são japonesa, americana, haitiana. Há também os europeus. Jonathan Wehrung é francês e trabalha como chefe de cozinha em um hotel de alto padrão em Campinas. Ele destaca um clima mais gostoso e pelo aspecto econômico diz que só compensa quando se tem um cargo mais alto. Jonathan está trabalhando há quatro anos na cidade e já se preocupa com o aumento no custo de vida.
Esse aumento no custo de vida está num contexto de crise econômica no país. Sobre a RMC destacam-se os polos tecnológicos, universidades, infraestrutura e proximidade com a capital.
