Campinas aproveita os 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente para destacar as situações ainda encontradas na cidade. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente atende uma média de 11 mil casos por mês. As maiores demandas estão em torno violência doméstica, questões familiares, ressocialização do menor infrator, além das condições de quem vive em abrigos e quem passa por processos de capacitação profissional.
A presidente do órgão, Maria José Jeremias, destaca os direitos garantidos pelo Estatuto e coloca o posicionamento contrário do Conselho em relação, por exemplo, à redução da maioridade penal.
Na Secretaria de Assistência Social de Campinas, a preocupação atualmente é com a situação dos bairros como comenta a secretária, Jane Valente. A cidade não tem uma realidade como a encontrada antes do estatuto, com crianças em situação de rua, por exemplo, mas destaca-se as condições em que vivem.
A partir desse mês julho a cidade tem a campanha “ECA 25 anos: Dilemas da Prática” que tem como objetivo levar a discussão do Estatuto aos bairros de Campinas. Para a prefeitura, a disseminação do que está previsto quantos aos direitos é essencial.
Campinas tem 153 ONGs e três órgãos governamentais voltados para as crianças e adolescentes.