Os servidores do almoxarifado da Secretaria de Saúde em Campinas paralisaram as atividades novamente nesta terça-feira, pedindo melhores condições de trabalho. Esta é a segunda vez em menos de uma semana que isso ocorre no almoxarifado localizado no Jardim Eulina.
Na última quinta-feira os funcionários já haviam realizado uma paralisação no período da manhã para chamar atenção para os problemas enfrentados por eles. O diretor do sindicato da categoria, Afonso Basílio Júnior, afirma que um dos principais problemas é a conduta de uma médica sanitarista, que agrediria física e moralmente os trabalhadores do local.
Segundo Basílio, houve uma reunião na última sexta-feira com o diretor administrativo da unidade, Marcos Ferreira, e foi acordado que a médica não iria mais trabalhar neste setor, e que outros problemas seriam resolvidos de acordo com a necessidade, mas a secretaria de saúde teria voltado atrás na decisão.
O Diretor do Sindicato afirma ainda que existem problemas quanto à estrutura e equipamentos do local. O chão do almoxarifado estaria deteriorado, e haveria apenas um banheiro para os funcionários de ambos os sexos.
Além disso, a empilhadeira do local estaria quebrada, fazendo com que funcionários tenham que subir em escadas de 10 metros para coletar os medicamentos nas prateleiras do estoque. Isso estaria inclusive provocando problemas no abastecimento de medicamentos em alguns dos postos de saúde da cidade.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Campinas informou que não recebeu qualquer reivindicação formal do Sindicato dos Servidores relativa ao almoxarifado, e que manteve diálogo durante a última semana para resolver a situação o mais rápido possível.
Quanto ao pedido para a troca da médica sanitarista que trabalha no local, a Secretaria afirma que este assunto será tratado internamente, para não expor os funcionários envolvidos.
A nota diz ainda que a unidade recebeu melhorias em 2013, após 20 anos sem qualquer reforma, e que a Secretaria está empenhada em mobilizar todos os esforços para manter a unidade aberta e garantir o acesso dos funcionários que queiram trabalhar. Aos que não trabalharem será dada falta injustificada.