O advogado da família do ex-prefeito de Campinas Ântônio da Costa Santos vai encaminhar um novo pedido de federalização na investigação do assassinato do petista, que completou 14 anos nesta quinta-feira. Willian Ceschi disse acreditar que o atual procurador geral da República, Rodrigo Janot, possa ter um entendimento diferente de Roberto Gurgel, procurador no ano de 2012, quando o último pedido foi feito e negado. Segundo ele a Polícia Civil do Estado de São Paulo não tem capacidade para investigar o caso
Durante reunião que aconteceu nesta quinta-feira no salão vermelho da prefeitura de Campinas, em memória ao aniversário de morte de Toninho, o advogado rebateu as justificativas dadas pelo então procurador que afirmou que o caso não tinha repercussão inter-estadual, e fez até um comparativo com o caso Sanasa em Campinas, que em 2011 culminou com a cassação do então prefeito Hélio de Oliveira Santos.
A viúva de Toninho, Roseanna Garcia, também acredita que o atual procurador geral possa ter um outro entendimento sobre o caso, principalmente, segundo ela, após o início das investigações da operação Lava Jato contra empreiteiras que eram fruto de processos de Antônio da Costa Santos.
O novo encaminhamento será feito através da Comissão de Direitos Humanos de Campinas. Toninho foi morto após pouco mais de oito meses de mandato depois de ter saído de um shopping da cidade no dia 10 de setembro de 2001. O traficante e sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, chegou a ser apontado como mandante do crime, mas a Justiça entendeu que não havia indícios que o incriminasse e determinou a reabertura das investigações por parte da polícia civil em 2011.
Advogado da família do ex-prefeito Toninho vai fazer novo pedido de federalização das investigações
