A Agência das Bacias do PCJ vai construir uma estação experimental para o tratamento de água de reuso, na ETE Capivari II, em Campinas, para ajudar estabelecer parâmetros para utilizar o produto como alternativa de abastecimento. O órgão fechou um acordo com a Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas para desenvolver ações para deixar a água de reuso potável, seguindo todas as exigências da legislação competente. A proposta é produzir uma minuta de lei que será encaminhada aos órgãos gestores aos conselhos de recursos hídricos visando a alteração da mesma.
A estação experimental deverá ficar pronta em dois meses e os estudos seguirão por um período de mais cinco meses. O investimento para o projeto é de R$ 750 mil. De acordo com o diretor do Centro Internacional de Reuso da Água, Ivanildo Hespanhol, é necessário que os envolvidos ajudem na criação de uma nova legislação para a utilização da água de reuso no país. Segundo ele, o modo com o produto é tratado em países como os Estados Unidos e Alemanha, poderá ser a solução para a crise hídrica.
As regras rígidas para a utilização da água de reuso hoje no país impedem que projetos com essa finalidade saiam do papel. A Sanasa tem uma proposta de construção de uma adutora que despejaria 290 litros por segundo de água de reuso no Rio Capivari. Esse projeto, orçado em R$ 12 milhões, está engavetado desde outubro do ano passado. Segundo o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeu, afirma que o impedimento para a execução das obras é exatamente a barreira legal colocada pelos órgãos gestores dos recursos hídricos.
A assinatura do convênio que vai permitir a construção da estação experimental, aconteceu na prefeitura de Piracicaba e contou com a presença de representantes da Agência das Bacias do PCJ, da Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas e da Sanasa.
