O depoimento do delator do caso envolvendo policiais do DENARC que aconteceu na tarde desta quarta feira na Cidade Judiciária em Campinas trouxe novos elementos ao Ministério Público que acusa treze policiais do Departamento de Combate ao Tráfico de Entorpecentes do Estado de cobrarem propina a criminosos de varias cidades do interior, com destaque pra Campinas, onde torturas teriam sido praticadas por esses policiais diante da falta do pagamento desse dinheiro, que era uma anuidade, em torno de R$ 200 mil.
Nomes da diretoria do DENARC que não faziam parte do processo foram citados pelo delator. Segundo ele, pessoas do alto escalão, embora não participassem diretamente do esquema, teriam pelo menos um conhecimento do que acontecia. O promotor Amauri Silveira Filho destaca que essas novas questões devem ser apuradas.
O delator do caso também falou em depoimento sobre ameaças feitas ao Ministério Público. O promotor reforça que chegou a ser ameaçado de morte.
O delator do caso teria uma função dentro do suposto esquema de policiais do Denarc, que é conhecida como “ganso”. Ele se passava por policial, tinha arma e distintivo e segundo o próprio depoimento fazia várias funções, inclusive com participação nesta suposta extorsão a criminosos.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado disse que não comenta o caso, já que está na Justiça.
