O Ministério Público, por meio de uma Ação de Responsabilidade Civil, acionou a justiça contra o alto escalão da Sanasa entre 2006 e 2011 por considerar ilegais as doações feitas pela empresa no valor atualizado de R$ 4,5 milhões a diversas pessoas físicas e jurídicas, inclusive igrejas e entidades de classe, sem justificativas ou interesse público.
Na ação por ato de improbidade administrativa, o Ministério Público pede à justiça uma liminar com a intenção de indisponibilizar os bens dos sete ex integrantes da presidência e da diretoria da Sanasa. O objetivo da medida é de ressarcir o suposto prejuízo.
No processo, o MP aponta diversos tipos de finalidades para as doações, desde despesas com festas, locação de imóveis, passagens aéreas, refeições de escoteiros, castração de animais e até a compra de um televisorpara a realização de um bingo. Os valores variam de R$ 1 mil até cerca de R$ 870 mil.
De acordo com o relatório do MP, as doações não têm nenhuma relação com os objetivos da sociedade de abastecimento, e não houve qualquer procedimento administrativo para apurar a natureza jurídica ou fiscalização na destinação dos valores. No relatório, os promotores comentam que os ex-funcionários agiram como se o patrimônio da Sanasa fosse deles.
A assessoria da Sanasa informou que não poderia comentar o assunto, uma vez que se trata de um processo contra os ex funcionários e não contra a empresa e também porque a atual gestão não é citada. Se condenados, a Sanasa poderia reaver os cerca de R$ 4,5 milhões.
