Os funcionários dos Correios na região de Campinas iniciaram uma greve, nesta quarta-feira, por tempo indeterminado. As principais reivindicações são aumento salarial e melhores condições de trabalho. A paralisação tem abrangência nacional.
A categoria quer reajuste de 12% nos vencimentos para a reposição da inflação, aumento real de R$ 300, vale-alimentação de R$ 40, vale cesta de R$ 400 e contratação de mais funcionários, uma vez que há déficit nos quadros de algumas regiões.
Segundo o diretor do Sindicato do dos Trabalhadores dos Correios na região de Campinas, Remerson Braga, a categoria espera uma proposta por parte da empresa
Na região são 12 centros de distribuição e 20 agências. O diretor não soube precisar a adesão durante o primeiro dia de paralisação já que o sindicato ainda faz um trabalho de mobilização da categoria nas agências da região. Braga comenta também que, outra reivindicação é com relação a permanência do convênio médico para os trabalhadores
Em nota, os Correios informaram que desde 2011 a empresa promove aumento do efetivo em mais de 13 mil vagas e estão atualmente trabalhando na realização de um novo concurso público.
Também disse que no interior paulista, 93% dos funcionários trabalharam normalmente nesta quarta. Em busca de acordo, o Tribunal Superior do Trabalho ofereceu aos trabalhadores reajuste linear de R$ 200 em forma de gratificação (R$ 150 em agosto e R$ 50 em janeiro de 2016), o que representa um aumento de cerca de 15% sobre o salário base inicial dos agentes de Correios
A proposta inclui ainda manutenção do plano de saúde dos trabalhadores da forma como é hoje e reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche a partir de agosto de 2015, entre outros pontos.
Por fim , os Correios informaram que estão tomando as ações necessárias para que haja a completa normalização da prestação dos serviços a seus clientes no menor prazo possível.
