Para conseguir financiamento e combater um dos grandes vilões da crise hídrica, que é o desperdício de água, as cidade que compõem o sistema PCJ passaram a atuar em bloco. Para se ter uma idéia de cada 100 litros de água tratados, 37 litros se perdem nos vazamentos antes de chegar à torneira do consumidor. Para os especialistas do Consórcio PCJ as perdas são ainda maiores, e podem atingir 50%, pois não existe um padrão único para medir o desperdício, pois cada cidade adota o seu próprio sistema de aferição. Na próxima sexta-feira, o Consórcio PCJ vai reunir as cidades das bacias em Campinas para estabelecer uma metodologia única. Na região, apenas Campinas e Limeira, têm índices confiáveis, pois a aferição é feita por macro-medidores que conseguem identificar setores onde há vazamentos. Segundo os dados da Cobrape, empresa contratada pelo Consórcio para o planejamento do sistema, serão necessários investimentos de R$ 1,03 bilhão até 2020, para se chegar a um índice de perda de até 25% nas cidades abastecidas pelo PCJ .
