No dia da inclusão social e profissional das pessoas com deficiência, comemorada em 25 de setembro, uma ação especial no CPAT, em Campinas, abriu possibilidades para o ingresso dessa população no mercado de trabalho. De acordo com o secretário de Trabalho e Renda, Arnaldo Salvetti, são ofertas nas áreas de logística, administração e telemarketing com salários que variam de 900 a 4 mil Reais. Elisete Fuzzel precisa da ajuda de muletas para se locomover e foi ao evento em busca de uma oportunidade como assistente administrativa. A deficiente visual, Roseli Fernandes, busca uma oportunidade na área de produção. Para a cadeirante, Maia Mancini, faltam vagas no mercado para pessoas com deficiência. Uma situação que deixa atento o Ministério do Trabalho, que aponta números preocupantes. Cerca de 300 empresas de Campinas não estariam cumprindo a cota, o que representa a falta de oferta de mais de 3 mil vagas. João Batista Amâncio, Gerente do Ministério do Trabalho na região de Campinas, destaca uma ação no CPAT que prevê um cruzamento de informações entre empresas notificadas e os candidatos a vagas de emprego. E o mercado já oferece até opções para quem busca aperfeiçoamento nesse setor, com ofertas de cursos profissionalizantes e oficinas. Na PUC de Campinas existe um projeto em andamento no Centro interdisciplinar de atenção à pessoa com deficiência em parceria com a pró-reitoria de Extensão e assuntos comunitários. A Coordenadora do centro interdisciplinar de atenção à pessoa com deficiência da PUC Campinas, Karina de Carvalho Guimarães, que o objetivo é abrir as portas para pessoas com deficiência física, mobilidade reduzida, sensorial, intelectual e múltipla, a partir dos 16 anos de idade. A Lei de cotas no Brasil prevê que em empresas com mais de 100 funcionários, a disponibilidade de vagas para portadores de deficiência, é de no mínimo 5%.
