A reintegração de posse da área conhecida como Vila Soma, em Sumaré, continua suspensa por pelo menos mais 60 dias, segundo determinação do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, na terceira reunião do Grupo de Apoio às Ordens de Reintegração de Posse, que aconteceu na capital. A prorrogação da suspensão foi necessária para que as partes envolvidas tenham mais tempo para buscar alternativas para as cerca de 2,5 mil famílias que vivem no local.
Ao mesmo tempo em que a reunião acontecia, os moradores da Vila Soma realizaram mais uma manifestação, que seguiu da área de ocupação até à prefeitura municipal, no Centro de Sumaré. Durante o período da manhã, os manifestantes fixaram algumas faixas pela cidade, lembrando o modo como foi a reintegração de posse de Pinheirinho, em São José dos Campos, marcada pela violência. Os moradores da Vila Soma pedem a permanência das 2,5 mil famílias na área de invasão ou que todas elas sejam incluídas em programas de moradia popular. Havia a possibilidade dos moradores serem transferidos para duas áreas nas regiões dos bairros Picerno e Maria Antônia, mas segundo o coordenador do movimento da Vila Soma, Willian Souza, a prefeitura de Sumaré não estaria dando andamento aos trâmites legais.
Em nota, a prefeitura lamentou os transtornos causados à população em geral pelos ocupantes da Vila Soma. A administração reforçou que o problema da invasão da área particular da empresa Soma é privado e que a questão judicial diz respeito aos ocupantes, à massa falida da empresa, à Polícia Militar e à Justiça.
