As mensalidades nas escolas particulares podem ficar mais caras no ano que vem por causa do cenário econômico nacional, segundo as projeções da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino. A tendência é de que o reajuste fique entre 10 e 15%. Apesar do pouco otimismo em relação aos preços cobrados pelas instituições de ensino, a tendência é de que o setor mantenha o crescimento em 2016, apesar do índice ser um pouco mais tímido. De acordo com o presidente do sindicato dos estabelecimentos de ensino no estado de São Paulo, regional Campinas, Benjamin Ribeiro da Silva, o reflexo no preço das mensalidades já pode ser sentido agora, na renovação da matrícula.
Os pais de alunos estão preocupados com a situação, já que o gasto com a escola representa uma grande parcela do orçamento familiar. É o caso da autônoma Marta Avancini, que mantém os dois filhos em escolas particulares. Segundo ela, os descontos oferecidos são menores que os reajustes. Já a jornalista Mirna Mara de Abreu levou em consideração o alto valor cobrado pelas instituições particulares e transferiu sua filha para uma escola pública. Ela explica que além da questão financeira, avaliou também a qualidade do ensino oferecido.
Nos últimos dez anos o número de estudantes em escolas particulares do estado de São Paulo dobrou, passando de 1,1 milhão para 2,3 milhões.
