Quase um ano depois de ser bloqueada devido a rachaduras e abalos na estrutura, a ponte que liga Paulínia ao distrito de Barão Geraldo, em Campinas, segue confundindo motoristas e causando prejuízos. O local passa atualmente por obras de desvio da tubulação de gás, mas os comerciantes da região disseram não saber quando a intervenção na sustentação ficará pronta, já que não foram informados sobre prazos.
Gerente de um restaurante próximo, Luciane Míssio, conta que o estabelecimento funciona há 37 anos, desde a época da construção da ponte. A interdição, segundo ela, causa confusão e atrapalha as entregas. A ligação foi interditada no dia 25 de novembro do ano passado depois que um laudo técnico encomendado pela Rhodia apontou riscos de desabamento. Desde então, um desvio próximo passou a ser usado.
Mas para quem sai de Barão Geraldo para Paulínia, a entrada do caminho fica antes da ponte, o que ainda pega muita gente de surpresa. Com pouca sinalização, o acesso leva a Betel e fica ao lado de um depósito. Eliesér Pereira trabalha no local e contabiliza as perdas de clientes e o número de vezes que as pessoas entram na loja de materiais de construção atrás de informações. Ele reclama das condições do asfalto.
A ponte interditada tem 60 metros de extensão, passa sobre o ribeirão Anhumas e teve o reparo influenciado pela descoberta de tubulações de gás sob a estrutura, o que poderia aumentar os riscos. O local permanece isolado por placas e blocos de concreto e os canos já começaram a ser removidos há alguns meses, mas ainda não se sabe se a reforma da sustentação da ligação começou.
Em maio deste ano, a Pasta de Obras de Paulínia, responsável pelas providências, informou que os trabalhos de sondagem, memorial descritivo e licença ambiental estavam adiantados. A secretaria foi novamente procurada para comentar o andamento das intervenções, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.