Em primeiro momento, tudo parece calmo como de costume pelas ruas do Jardim Cariman, um dos bairros mais novos de Elias Fausto. Mas dentro de cada casa, a sensação é de incerteza, insegurança e medo. O relato é de uma dona de casa que venceu a desconfiança ao receber a reportagem, mas preferiu não se identificar. Ela mora perto do terreno onde o prefeito Laércio Betarelli foi morto com seis tiros no último dia 2.
O crime aconteceu em uma obra pluvial na rua Amadeu Patelli, local que era visitado com frequência pelo político do PSDB e onde os trabalhos foram retomados e seguem normalmente com tratores e caminhões. Mas para quem está acostumado com a calmaria e o clima pacato das ruas da cidade, está difícil voltar à rotina. Em frente à Igreja Matriz, onde o velório aconteceu, por exemplo, o assunto ainda era o crime violento.
O crescimento da insegurança na população é causado pela sequência de violência registrada nos últimos dias no município. Depois da morte do prefeito, uma agência do Banco do Brasil foi alvo dos bandidos no dia 5. Eles explodiram o cofre para pegar o dinheiro e também atiraram contra a sede da Guarda Municipal antes da fuga. A maior parte dos estragos foi coberta por tapumes, mas o cenário ainda assusta muitos moradores. Ainda em luto oficial, as atividades na Prefeitura de Elias Fausto foram retomadas e o Paço Municipal reabriu as portas nesta terça-feira, assim como a Escola Municipal Prefeito Lupércio Guedes.