A Prefeitura de Campinas quer transferir a responsabilidade pelo serviço da Zona Azul à iniciativa privada. A ideia é que uma empresa seja responsável por um novo sistema de estacionamento rotativo pago. Atualmente, existem 1839 vagas no município, distribuídas principalmente na região central, onde os motoristas devem comprar e preencher um cartão com a hora de chegada e o período total de parada.
Já a proposta do governo, prevê a modernização do sistema e o aumento do total de vagas para mais de 8 mil. O usuário faria o controle do tempo parado através de parquímetros eletrônicos afixados nas calçadas. O assunto foi discutido em audiência pública na Câmara dos Vereadores e sofreu questionamentos dos membros da casa. Para Artur Orsi, do PSDB, a expansão do número de vagas para outras áreas é exagerada.
O texto do projeto de lei não delimita quais ruas receberiam o novo sistema, mas a previsão é de que os bairros Cambuí, Guanabara e Proença e os distritos de Sousas e Barão Geraldo estejam envolvidos. Presente na audiência para prestar esclarecimentos, o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, discordou de Orsi e alegou que a mudança vai acontecer somente em áreas comerciais.
Perguntado sobre algum reajuste no valor da tarifa, o secretário negou a possibilidade. Segundo ele, a fiscalização das vagas será feita de maneira presencial e remota e vai continuar sob responsabilidade da Emdec. A intenção é que a empresa vencedora tenha 15 anos de concessão e ofereça toda a tecnologia necessária para a implantação do novo modelo, que deve estar disponível em celulares, tablets e computadores.
Esta é a segunda vez que o projeto de lei é debatido na Câmara. Na primeira, vários ajustes foram necessários e o Executivo recuou. Se for aprovado agora, um processo de licitação será aberto em 60 dias. Mas o assunto, por enquanto, não tem data para voltar ao Plenário.
