Iniciada na tarde do último dia 2, a greve nacional dos petroleiros entrou no quinto dia nesta sexta-feira com uma ordem judicial que impede a realização de piquetes nas portarias da Refinaria de Paulínia.
A decisão da Justiça do Trabalho determina multa de R$ 50 mil para cada petroleiro impedido de entrar no local. Notificado, o sindicato unificado da categoria de Campinas e Região prometeu se manifestar sobre a medida.
Segundo a entidade, a determinação da juíza do Trabalho substituta, Antonia Rita Bonardo, estabelece também a liberação de uma equipe de contingência que trabalha na refinaria há 72 horas, desde segunda.
O assunto seria discutido em uma audiência de conciliação entre o sindicato e a Petrobrás e que foi marcada para esta sexta no Ministério Público do Trabalho. Enquanto isso, a produção diária sofre queda.
De acordo com o último comunicado da empresa, “a perda de produção no dia 4 foi de 134 mil barris de petróleo”, uma recuperação de 25% em relação ao dia anterior. Já a perda estimada para hoje é de 127 mil barris.
Na nota, a estatal afirma que “há casos isolados de ocupação de instalações e controle da produção, sem permissão para que as equipes de contingência atuem” e que está “tomando medidas jurídicas cabíveis”.
O movimento dos petroleiros em todo o território nacional reivindica o fim do plano de negócios da Petrobrás, manutenção dos empregos e a garantia de condições de segurança nos postos de trabalho.