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Campinas segue Ministério e vai manter uso de larvicida

Suspenso no Rio Grande do Sul após estudos de pesquisadores argentinos relacionarem a substância à má-formação cerebral em bebês, o larvicida Pyriproxyfen vai continuar sendo usado em Campinas. O posicionamento,

Campinas segue Ministério e vai manter uso de larvicida
Suspenso no Rio Grande do Sul após estudos de pesquisadores argentinos relacionarem a substância à má-formação cerebral em bebês, o larvicida Pyriproxyfen vai continuar sendo usado em Campinas. O posicionamento, segundo o secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, segue o parecer emitido pelo Ministério da Saúde, que descartou a relação entre o produto e […]

Suspenso no Rio Grande do Sul após estudos de pesquisadores argentinos relacionarem a substância à má-formação cerebral em bebês, o larvicida Pyriproxyfen vai continuar sendo usado em Campinas. O posicionamento, segundo o secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, segue o parecer emitido pelo Ministério da Saúde, que descartou a relação entre o produto e a microcefalia em recém-nascidos.

Na nota, o ministério afirma que a ligação “não possui nenhum embasamento cientifico” e alega que os larvicidas usados no combate ao aedes aegypti são recomendados pela Organização Mundial da Saúde. O secretário Municipal de Saúde, no entanto, ainda explica que os produtos são pouco utilizados nas casas, já que a prioridade nas ações pela cidade é a eliminação definitiva dos possíveis criadouros.

O estudo foi feito por médicos argentinos, que suspeitam que a substância pode potencializar a má-formação cerebral causada pelo zika. A hipótese, porém, não possui validação de uma instituição científica. Por esse motivo, o secretário diz que está de acordo com o ministério e também aguarda indícios mais fortes e comprovações. Para ele, se a suposição fosse considerada poderia causar pânico na população.

O larvicida passou a ser utilizado no Brasil em 2014 em regiões com pouco saneamento, onde há necessidade de armazenamento de água e os depósitos não podem ser cobertos ou protegidos fisicamente. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, 462 bebês nasceram com microcefalia. Em 41 casos foi confirmada a relação entre a má-formação e o vírus Zika.

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