CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Farmácia de alto custo vive crise no fornecimento de medicamentos em Campinas

Pacientes de Campinas que dependem de medicamentos da Farmácia de Alto Custo começaram o ano enfrentando muita dificuldade. O problema, que já vinha ocorrendo em 2015, tem se intensificado desde

Farmácia de alto custo vive crise no fornecimento de medicamentos em Campinas
Valéria Hein

Pacientes de Campinas que dependem de medicamentos da Farmácia de Alto Custo começaram o ano enfrentando muita dificuldade. O problema, que já vinha ocorrendo em 2015, tem se intensificado desde o início de 2016. Faltam medicamentos, por exemplo, para tratamento da asma, como o Alenia, o Liptor, para colesterol, e o Isotretinoina, para casos graves de acne.

Carmem Lídia de Lima é voluntária. Ela ajuda pessoas que não podem sair de casa para buscar remédios e conta nunca ter visto uma situação tão crítica na Farmácia de Alto Custo. A estudante de engenharia, Ester Lara Campos, veio de São Paulo, para buscar o medicamento para Esclerose Múltipla, Fingolimode, na unidade da Farmácia de Alto Custo da Unicamp e para não sair com as mãos vazias foi orientada a ir até o ambulatório tentar conseguir umas amostras grátis.

Outro medicamento que sumiu das prateleiras da Farmácia de Alto Custo é para tratamento de Glaucoma. A mãe de Sirlene Domingues depende do remédio para não perder a visão. Na unidade da Farmácia de Alto Custo da Ponte Preta a situação não é diferente. Rosicléia Oliveira não conseguiu nenhum dos dois medicamentos para glaucoma que foi buscar para a sogra.

Ainda faltam remédios para tratamento de hepatite, diversos tipos de câncer, Alzheimer e doença do Crohn. A justificativa da Secretaria Estadual de Saúde é de que esses medicamentos são adquiridos e distribuídos para o Estado através do Ministério da Saúde, que por sua vez, não respondeu à solicitação de resposta até o fechamento dessa reportagem.

Conteúdos