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Crise faz aumentar procura pelo SUS e explica superlotação do Caism

A alta demanda de recém-nascidos prematuros e a migração de pacientes do sistema privado de saúde para o público tem causado a mais grave situação já ocorrida no Hospital da

Crise faz aumentar procura pelo SUS e explica superlotação do Caism
A alta demanda de recém-nascidos prematuros e a migração de pacientes do sistema privado de saúde para o público tem causado a mais grave situação já ocorrida no Hospital da Mulher, o Caism, da Unicamp. O Hospital já dobrou sua capacidade de atendimento na UTI neonatal, gerando superlotação na unidade. O Diretor da Divisão de Neonatologia, Sérgio […]

A alta demanda de recém-nascidos prematuros e a migração de pacientes do sistema privado de saúde para o público tem causado a mais grave situação já ocorrida no Hospital da Mulher, o Caism, da Unicamp. O Hospital já dobrou sua capacidade de atendimento na UTI neonatal, gerando superlotação na unidade. O Diretor da Divisão de Neonatologia, Sérgio Marbo, pede para que a população evite buscar atendimento no local e informou aos órgãos regulatórios que não enviem pacientes ao Caism, como forma de garantir a segurança dos serviços.

Caism da Unicamp estará fechado para novas internações (Foto: Arquivo)
Caism da Unicamp estará fechado para novas internações (Foto: Arquivo)

A UTI Neonatal tem 15 leitos e está totalmente ocupada. O excedente, em torno de 15 bebes em estado grave, está sendo direcionado para setor de atendimento semi-intensivo, com aluguel de equipamentos, como respiradores e bombas de infusão. Para atender os pacientes do que deveriam estar no semi-intenviso, foi adaptada uma área no centro de obstetrícia.  Uma logística complicada de ser administrada, de acordo com Sérgio Marbo, que nos trinta anos que trabalha no Caism afirma nunca ter visto situação tão preocupante.

No setor de enfermagem foi precisou criar um esquema com carga redobrada de trabalho. Hoje esses funcionários estão atendendo de forma dobrada para conseguir atender. A Diretora Clínica do Caism, Helaine Milanez, acrescenta que esse esforço redobrado é necessário porque bebês prematuros necessitam de cuidados ininterruptos, com necessidade de uma enfermeira para cada dois pacientes.

A Direção do Caism informa ainda que além dos bebês já internados na UTI, há gestantes internados com potencial de parto de alto risco.

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