Mais duas denúncias do Ministério Público colocam o ex-prefeito de Indaiatuba, no interior de São Paulo, Reinaldo Nogueira, em supostos esquemas de corrupção. Elas são desdobramentos das investigações que já levaram o político a ser preso duas vezes em 2016 e e em 2015 houve apreensão de R$ 2 milhões na casa de Reinaldo e na prefeitura.
Dessa vez, outras pessoas são citadas, entre elas Pérsio Paúra que é Chefe de Gabinete do deputado estadual e irmão de Reinaldo, Rogério Nogueira. Diante da acusação do MP, a justiça já determinou o afastamento de Pérsio das funções na Assembleia Legislativa, por seis meses.
A promotoria também enviou cópias do processo à Procuradoria que poderá abrir inquérito contra o deputado Rogério. Segundo essa denúncia, Reinaldo Nogueira teria recebido 13 lotes de um empreendimento de Indaiatuba como forma de propina, sendo que dois acabaram no nome de Pérsio Paúra, que também tem outros imóveis, inclusive no exterior, o que pelas investigações, o coloca como laranja no esquema.
Thiago Stefani, que é primo do ex prefeito e procurador da empresa de Reinaldo, a RN Empreendimentos, que seria usada para os trâmites do esquema, é acusado de executar as práticas ilícitas.
Já o empresário Sérgio Almeida da FCBA é acusado de corrupção ativa por pagar propina à Reinaldo Nogueira, na liberação de empreendimentos imobiliários em Indaiatuba.
A prisão preventiva do ex-prefeito chegou a ser pedida, mas foi negada pela justiça. Reinaldo, Thiago e Sérgio terão que cumprir medidas cautelares.