Erro de interpretação no texto da Lei do Fecha Bar, de autoria do Executivo de Campinas, pode ser o motivo da polêmica sobre o tema. Essa foi a conclusão de um reunião que ocorreu na Prefeitura de Campinas, com a participação representantes de donos e empregados de hotéis, bares e restaurantes e administração municipal. De acordo com o Secretário de Planejamento e Urbanismo, Carlos Santoro, o texto da Lei define que se mantido o respeito ao sossego dos moradores, não haverá fechamento às 23h, como tem sido divulgado. O Secretário de Cultura, Ney Carrasco, observa que no texto do projeto não há imposição de fechamento.
Para Felipe Sajioro, Presidente da Adegas, Associação dos estabelecimentos de gastronomia de Sousas e Joaquim Egídio, é preciso deixar mais claro o texto da Lei. A vice-presidente da ACIC, Adriana Flosi, foi à reunião para defender o empresário que tem consciência de seu limite. O Presidente do Sindicato dos hotéis, bares e restaurantes de Campinas e Região, José Aroldo Viegas, está preocupado com o desemprego que o projeto pode causar. A Prefeitura alega que a proposta nasceu da necessidade de atender ao Ministério Público, que desde 2010 recebe reclamações de pessoas que moram perto de bares e restaurantes.