Como se já não bastasse a cratera, atrásra o entulho. O problema não só continua, como piorou nos últimos meses no Jardim Aerocontinental, em Campinas. A situação já dura quase dois anos e acontece no meio da Rua Colônia de Minas. Luciana Almeida conhece bem o buraco. Mesmo não morando em frente, percebe que a montanha de materiais só aumenta ao redor. Para piorar, sente de longe o mau cheiro da água, que permanece acumulada durante a estiagem.
A abertura no asfalto surgiu logo após o rompimento de uma galeria que passa embaixo de uma das casas, no fim de 2015. É justamente este imóvel o causador do impasse, que já é do conhecimento de todos, inclusive do Poder Municipal. A dificuldade em consertar o estrago está no fato de que o espaço em questão foi cedido pela Prefeitura, na década de 80, para ser sede da associação de moradores do bairro, mas está ocupado de maneira irregular por uma família.
O detalhamento foi passado pela própria Administração em duas ocasiões nas quais a reportagem esteve no local, nos meses de março e julho de 2016. O Executivo alega que havia pedido a revogação da permissão de uso do móvel. A nota justifica que a solicitação foi feita devido ao desvirtuamento da utilização, já que a área serve de moradia e comércio, e que somente depois da saída dos atuais ocupantes é que a obra pluvial poderá ser finalmente executada.
Como isso ainda não aconteceu, a demora parece testar a paciência dos vizinhos. Além do cheiro e do risco de animais peçonhentos junto aos entulhos, eles também já começam a pensar no risco de dengue em dias mais quentes. Enquanto isso, com receio de acidentes devido à falta de sinalização, os moradores seguem em contato com os órgãos municipais. Um trator esteve no local e removeu parte da terra e dos materiais que ocupavam parte da rua.