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Encontro discute modelos estrangeiros sobre prostituição

O chamado modelo sueco, que torna crime a contratação de serviços sexuais com base na exploração – principalmente de mulheres-, enfrentaria um histórico de contradições para ser aplicado no Brasil.

Encontro discute modelos estrangeiros sobre prostituição
O chamado modelo sueco, que torna crime a contratação de serviços sexuais com base na exploração – principalmente de mulheres-, enfrentaria um histórico de contradições para ser aplicado no Brasil. A proposta tramita no Congresso. O motivo é a maneira como a prostituição é tratada no País. Com casas de luxo onde o atendimento é […]

O chamado modelo sueco, que torna crime a contratação de serviços sexuais com base na exploração – principalmente de mulheres-, enfrentaria um histórico de contradições para ser aplicado no Brasil. A proposta tramita no Congresso. O motivo é a maneira como a prostituição é tratada no País. Com casas de luxo onde o atendimento é profissional e até uniformizado, a prática por vezes parece regulamentada. Por outro lado, na marginalidade, a violência é mais evidente.

É o que diz o antropólogo Thaddeus Gregory. Para ele, a forma de lidar com o tema muda de acordo com a situação. Exemplos são mulheres que se prostituem por intermédio de homens e as trans, que tendem a sofrer mais com os abusos. A fala foi feita durante o ciclo de debates sobre o tema realizado na Universidade Estadual de Campinas e que contou com lideranças estrangeiras, locais e nacionais, inclusive do Movimento Brasileiro de Prostitutas.

Além do projeto do deputado federal João Campos, do PRB, sobre a proibição da prostituição, o painel ainda discutiu a liberação dos serviços, o chamado projeto Gabriela Leite, de autoria do deputado Jean Willys, do PSOL. As iniciativas no Congresso seguem modelos existentes no mundo. Enquanto a Suécia pune desde 1999 com até um ano de cadeia os clientes da prostituição, na Holanda a práticaé regulamentada como um trabalho desde 2000.

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