O endividamento das famílias brasileiras continua caindo nos últimos meses, de acordo com o Boletim Crédito do Ceper/Fundace, baseado em dados do Banco Central. Em abril de 2017, o endividamento foi de 41,64%, o menor valor desde setembro de 2011.
Esta queda, apesar de positiva, na análise do Economista da PUC de Campinas, Antônio Carlos Lobão, tem como principais causas o fraco desempenho econômico brasileiro e as incertezas dos consumidores diante do cenário de desemprego e restrições ao crédito, que estão desestimulando o consumo.
A trajetória de redução da taxa básica de juros pelo Banco Central tem o objetivo de estabilizar as operações de crédito e estimular o consumo. Mesmo assim, Lobão considera que os juros altos continuam sendo o grande problema do país.
Para o economista, a política de corte de gastos públicos como forma de revolver a crise vai na contramão das politicas econômicas adotas na Europa e Estados Unidos. Ele explica que, diferente da economia das famílias, quanto mais o governo gasta, mais ele arrecada. Para Antônio Carlos, são os bancos que mais lucram com essa politica econômica.
A expectativa para sair da crise seria com o crescimento do emprego, o que tende a ocorrer ao longo de 2018, além do processo de redução de juros e queda do endividamento das famílias e empresas.