O decreto que cria novas regras para a entrada de expositores e o pagamento de uma nova taxa por eles tem criado polêmica entre as associações que representam cerca de 450 expositores da feira Cultural do Centro de Convivência Cultura de Campinas, a tradicional Feira Hippie.
Em meados de setembro um decreto do executivo estabeleceu regras e, dentre elas, o pagamento de uma taxa de quase R$ 1.000,00. As mudanças preveem ainda a isenção da cobrança para quem não possui barraca, R$16,00 diários para expositor visitante e quase R$ 116,00 para aluguel de caráter privado.
O presidente da Asecco (Associação dos Expositores do Centro de Convivência), Marcelo Bonifácio, classificou como um absurdo a instituição da cobrança
Já a Associação dos Antiquários defende a taxa. Para a presidente da entidade, Cláudia Beraldo Silva, não é justo utilizar o solo público para a comercialização de mercadorias sem uma cobrança
Uma terceira Associação, a dos Artesãos de Campinas, também apoia a cobrança da taxa. Segundo Rita de Cássia Diogo, as três entidades participaram de uma reunião com o secretário de cultura para definição das novas regras. Segundo ela, para quem faz a feira aos sábados e domingos, o valor a ser pago não chega a R$ 10,00 por dia.
Além da questão financeira, Marcelo Bonifácio criticou a inserção de microempresários como expositores
Por outro lado, Cláudia Silva explicou a necessidade de os expositores se tornarem Microempreendedores Individuais
Na segunda feira dia 13, os expositores pretendem ir até a Câmara de Vereadores para se manifestarem contra o Decreto, pedir a exoneração do Coordenador Setorial de Feiras de Artes da Secretaria de Cultura, Beto Lago e a implantação de um novo modelo gestor para a Feira Hippie.
Procurada, a Secretaria de Cultura informou que a prefeitura não iria se pronunciar sobre o assunto.