Um mês após a volta das atividades nas associações e instituições especializadas de Campinas, os pais de crianças com autismo, deficiência visual e Síndrome de Down ainda esperam pelo retorno do transporte adaptado da Prefeitura.
Interrompido em atrássto de 2017, o serviço foi motivo de diversas reuniões nos meses seguintes e foi discutido até mesmo no Ministério Público, onde representantes do Executivo Municipal prometeram a retomada para 2018.
Como isso não aconteceu, Maria Luiza Silva cobra uma solução para os contratempos, transtornos e preocupações de vários pais, que precisam perder horas de trabalho e buscar alternativas para garantir o atendimento dos filhos.
Ela afirma que uma das explicações dadas pela Administração para a suspensão foi o controle de gastos. Ainda assim, pede sensibilidade da Pasta de Educação e relata a dificuldade da própria rotina junto com a filha, que tem baixa visão.
A situação de Cristiane Souza é parecida. Duas vezes por semana, ela gasta 40 minutos só para levar o filho à Associação para o Desenvolvimento dos Autistas de Campinas. O problema é que ela precisa ainda espera o fim das atividades.
Como o local é distante e as aulas são no contraturno escolar, ela perde quase todo o dia de trabalho. Ciente da própria condição como funcionária pública, lamenta por outras mães que precisam largar o emprego pelas crianças.
Procurada, a Secretaria de Educação afirmou em nota que “está trabalhando para atender em um prazo de até 60 dias as 30 crianças”. No comunicado, diz que o período é necessário para cumprir todos os trâmites legais exigidos.