Uma adolescente de 13 anos teve um caso confirmado de meningite em Campinas. Ela deu entrada no Hospital Ouro Verde e a família teve contato com a paciente. O pai dela, o comerciante João Paulo Nunes, também foi internado com suspeita da doença. A tia da jovem, Alessandra Banhara, ficou em contato com a sobrinha dentro do hospital e foi encaminhada pelos profissionais a tomar medicação preventiva contra a meningite, mesmo sem receita, mas o antibiótico não estava disponível. Para Alessandra, houve negligência do sistema público de saúde.
O pai da menina infectada pela meningite não teve a doença confirmada. De acordo com o Departamento de vigilância em Saúde, o caso dele foi o de uma síndrome gripal. Na UTI onde ele ficou internado no Ouro Verde, um adolescente de 16 anos morreu, também com suspeita de meningite, e outros três pacientes tinham sintomas parecidos, segundo Alessandra, que reclama do diagnóstico errado e do medo que ele causa.
A Secretaria de Saúde de Campinas se pronunciou por meio de nota, informando que o caso da sobrinha de Alessandra é de meningite pneumocócica, causada por bactéria, na qual não há ações de bloqueio. O Devisa informa que não há surto de meningite na região sudoeste de Campinas, onde fica o hospital Ouro Verde.
O órgão afirma ainda que o antibiótico pedido pela paciente, Rifampicina, não era indicado para ela. Segundo a pasta, não há falta de medicamentos que bloqueiam sintomas de meningite na rede pública.
A sobrinha de Alessandra se curou da doença e passa bem.