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Pacientes cardíacos de Indaiatuba esperam meses por tratamento

A dificuldade de acesso a procedimentos cardíacos de alta complexidade no Hospital municipal de Indaiatuba tem gerado riscos à vida de pacientes. Por falta de recursos financeiros, o Hospital só

Pacientes cardíacos de Indaiatuba esperam meses por tratamento
Pronto Socorro do Hospital de Indaiatuba (Foto: Reprodução/Google Street View)

A dificuldade de acesso a procedimentos cardíacos de alta complexidade no Hospital municipal de Indaiatuba tem gerado riscos à vida de pacientes. Por falta de recursos financeiros, o Hospital só é habilitado pelo Estado a realizar procedimentos cardíacos de menor complexidade, como, controle de hipertensão e de insuficiência cardíaca, teste ergométrico e ecocardiograma.

A coordenadora do setor de urgência e emergência da secretaria de saúde de Indaiatuba, Maria Cristina Costa, explica que os procedimentos de alta complexidade dependem da regulação da Secretaria de Saúde do Estado, através do DRS7.

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Luiz Carlos Chiaparine, médico cardiologista do Hospital, relata que muitos pacientes chegam a ficar meses internados no hospital, ocupando leitos, sem condições de receber alta, a espera de tratamento, como implantação de marca-passo, cirurgia de ponte de safena e cateterismo. Chiaparine explica que o Pronto Socorro do Hospital acabou se tornando a principal referência do paciente cardíaco.

De acordo com o DRS 7, no momento não há pacientes internados aguardando procedimentos de cateterismo ou de revascularização, por exemplo. Esclareceu ainda que a Região Metropolitana de Campinas conta com três serviços habilitados para atender a demanda de cardiologia: A PUC Campinas, a UNICAMP e o Hospital Regional de Jundiaí, no qual houve ampliação da oferta de procedimentos cirúrgicos, inclusive cardiológicos. Anualmente, são realizados 1,3 mil procedimentos cardiológicos pelo SUS, na região.

Destacou ainda que a pasta anunciou, neste mês, o projeto piloto de Regulação de Vagas Regional em Campinas, que visa otimizar os fluxos de transferências de pacientes para serviços de referência, no qual foram investidos R$ 838,6 mil para adequações estruturais do espaço. O núcleo funcionará 24h, 7 dias por semana, auxiliando na transferência de pacientes dos 42 municípios da região.

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