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Cientista político chama de vergonhosa a manobra para acabar com depoimento de secretário

A manobra dos vereadores da base de apoio do prefeito Jonas Donizette para colocar fim ao depoimento do secretário de governo, Michel Abrão Ferreira, que também é sobrinho de Jonas,

Cientista político chama de vergonhosa a manobra para acabar com depoimento de secretário
A manobra dos vereadores da base de apoio do prefeito Jonas Donizette para colocar fim ao depoimento do secretário de governo, Michel Abrão Ferreira, que também é sobrinho de Jonas, foi classificada como vergonhosa pelo sociólogo e especialista em ciências políticas, Wagner Romão. Michel prestou depoimento na câmara na última segunda-feira para dar explicações sobre seu […]

A manobra dos vereadores da base de apoio do prefeito Jonas Donizette para colocar fim ao depoimento do secretário de governo, Michel Abrão Ferreira, que também é sobrinho de Jonas, foi classificada como vergonhosa pelo sociólogo e especialista em ciências políticas, Wagner Romão. Michel prestou depoimento na câmara na última segunda-feira para dar explicações sobre seu suposto envolvimento no esquema de corrupção no hospital Ouro Verde.

O secretário teve seu nome citado na delação premiada de Daniel Câmara, ex-diretor da Organização Social Vitale, como tendo sido o responsável pela indicação de Maurício Rosa, que teria sido contratado pela prefeitura de Campinas para ser o que chamou de plano B no esquema de desvio de verbas. A audiência permitiu que Michel Abrão falasse por 30 minutos, mas ao invés de responder os questionamentos do autor da convocação, o vereador Nelson Hossri, do Podemos, falou sobre os investimentos do governo Jonas na área da saúde e sobre suas crenças religiosas. Segundo o regimento da Câmara, a sessão teria que terminar pontualmente às 18 horas, mas a falta de objetividade do secretário gerou mais dúvidas, principalmente entre os parlamentares de oposição.

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Para se ter ideia, os últimos 10 minutos da sessão foram tumultuados. Isso porque os vereadores usaram o tempo de liderança para questionar o secretário. Foram nove vereadores que fizeram suas colocações, com o tempo dividido em um minuto para cada um. Depois que os questionamentos foram feitos, Michel Abrão Ferreira teve cerca de 50 segundo para responder todos os parlamentares. Assim que o tempo se esgotou, veio a manobra dos vereadores da base.

O autor da convocação, Nelson Hossri apresentou um requerimento pedindo a prorrogação do depoimento e, para a aprovação, seria necessário maioria simples entre os parlamentares. Mas nesse momento, os vereadores da base simplesmente se levantaram e foram para o corredor que dá acesso ao plenário. Sem quórum, a sessão foi encerrada. Nesse mesmo instante, todos os vereadores que haviam saído, retornaram para o plenário, para dar início à sessão ordinária da casa.

Para o cientista político Wagner Romão, o uso do regimento interno para defender pontos de vista políticos é comum no legislativo brasileiro. Ele explica que, geralmente esse expediente é usado pelas bancadas de oposição, que em grande parte é formada pela minoria dos parlamentares eleitos. Wagner Romão afirma que no caso específico de Campinas, a manobra causou espanto, já que a base de apoio do governo Jonas é ampla maioria. Em resumo, Wagner Romão classificou a atuação dos vereadores de Campinas como vergonhosa. Logo após a manobra dos vereadores, Michel Abrão Ferreira deixou o plenário da Câmara e não falou com a imprensa.

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