A crise na saúde de Campinas atinge hospitais, centros de saúde, e também unidades de pronto atendimento que são referências de regiões da cidade, casos da UPA São José e do PA do Padre Anchieta.
Na tarde de quinta-feira, 4, pacientes que buscaram atendimento na UPA São José enfrentaram problemas e muitas horas de espera. Pacientes relataram terem aguardado até oito horas por atendimento. Nossa reportagem esteve no local na manhã de sexta-feira, 5, e verificou uma considerável melhora em relação ao dia anterior.
O trabalhador de manutenção, Washigton Fernandes, levou o filho, Carlos Eduardo, para ser atendido na UPA. Ele afirmou que o atendimento à criança levou menos de uma hora, e se disse satisfeito. Porém, ressaltou que nem sempre o atendimento é assim.
A aposentada Maria Alice é outra que buscou atendimento no local, e que também ressaltou que o tempo entre a chegada e a liberação dela foi mais baixo do que o habitual. Ela afirmou que já teve de esperar até quatro horas por atendimento.
No PA Anchieta a situação na manhã de sexta-feira, 5, era mais complicada. A sala de espera já estava lotada, e o número de pacientes chegando por volta das 10h00 era maior do que o número de pacientes atendidos que deixavam o local.
A Auxiliar de Limpeza, Marinilce Almeida, machucou o braço após cair no trabalho, e foi direto ao Pronto Atendimento. Quando foi entrevistada ela relatou que já havia esperado pelo atendimento por duas horas.
O soldador, Antônio Carlos Lemes, se machucou após um macaco hidráulico cair no pé dele. Ele relatou ter procurado atendimento ainda na tarde de quinta-feira, 4, logo após o incidente, mas que foi embora quando ouviu que o atendimento poderia levar até seis horas, e retornou na manhã desta sexta-feira, 5.
Marinilce foi atendida cerca de meia hora após conceder entrevista, assim como Antônio Carlos, que aguardou por cerca de uma hora e meia até ser chamado. Ambos passaram pelo raio-x e aguardavam o resultado. Porém, a chegada de três emergências ao PA em cerca de uma hora dificultou ainda mais o atendimento ao público em geral.
Quanto à situação na tarde de quinta-feira na UPA São José, a Prefeitura de Campinas informou que as equipes da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar estavam completas na ocasião, e que foram atendidas 580 pessoas na UPA São José na quinta-feira, número cerca de 50% maior que o habitual, já que normalmente, a média fica entre 350 a 400 atendimentos por dia.
A Prefeitura ressaltou que os Prontos-Socorros e Pronto Atendimentos trabalham em regime porta aberta, ou seja, todos os pacientes que as buscam estas unidades são atendidos. As urgências e emergências são atendidas com prioridade. Casos de menor risco aguardam mais tempo por atendimento.