Uma foto emblemática, tirada no dia 22 de maio deste ano, chamou a atenção do mundo sobre a perigosa situação no Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, que possui 8.848 metros. No topo do mundo, havia uma fila de cerca de 200 pessoas que tentavam atingir o cume da montanha, mostrando uma superlotação jamais vista no local. O resultado disso já é trágico, uma vez que, até o final de maio, 11 pessoas morreram na escalada, somente na atual temporada.
O brasileiro Rodrigo Raineri, que mora em Campinas, esteve no topo da montanha por três vezes e não poupou críticas naquilo que viu. O fato é que o Everest virou um destino turístico explorado a preço de ouro por empresas comerciais que não levam em conta a preparação física ou a experiência de seus clientes. Raineri afirma que o grande problema na superlotação de um lugar extremamente perigoso é o despreparo das pessoas que ali estão. Segundo ele, muitos desses alpinistas colocam em risco a própria vida e também de outras pessoas.
Rodrigo Raineri é um dos alpinistas mais experientes e técnicos do Brasil. Em 2016 tornou-se o único brasileiro a guiar expedições aos sete cumes, projeto que abrange escalar as mais altas montanhas de cada continente.