A Delegacia de Investigações Gerais de Campinas trabalha para apurar os crimes que foram cometidos pela quadrilha que invadiu o Aeroporto Internacional de Viracopos e roubou uma empresa de valores no último dia 17.
O delegado titular da DIG, José Carlos Fernandes, confirma que as investigações se concentram nos atos cometidos antes do ataque e que permitiram que os bandidos chegassem ao terminal para concretizar o assalto.
Segundo ele, a intenção é auxiliar a Polícia Federal, que é responsável e analisa o caso em sigilo. O foco das equipes é identificar, apontar e detalhar os crimes, como roubo, furto e adulteração das placas dos veículos usados pelo bando.
O delegado cita justamente o caso de Viracopos como exemplo de integração entre as forças policiais. Para ele, a comunicação entre os órgãos e corporações é fundamental para o combate, principalmente ao crime organizado.
Outro fator lembrado é o investimento na Polícia Civil, que ele próprio define como “tímido” em todo o Brasil. Para dar uma dimensão da dificuldade no País, afirma que São Paulo, mesmo na vanguarda, enfrenta vários problemas.
Na opinião de Fernandes, o estado, que conta com um banco de dados de impressões digitais, precisava que essa tecnologia fosse integrada a outros entes da federação. Além disso, cobra para o futuro um cadastro geral de armas.
A estrutura disponível para o trabalho da Polícia Civil de São Paulo é alvo frequente de críticas e mobilizações das entidades de classe. O déficit de pessoal, inclusive, é um dos principais problemas em delegacias e plantões de cidades.