CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Poluição diminui após medidas de isolamento social

Um estudo desenvolvido em parceria por professores da PUC-Campinas e da Unicamp apontou uma redução considerável nos níveis de poluição na Região Metropolitana de São Paulo, após o início do

Poluição diminui após medidas de isolamento social
Um estudo desenvolvido em parceria por professores da PUC-Campinas e da Unicamp apontou uma redução considerável nos níveis de poluição na Região Metropolitana de São Paulo, após o início do isolamento social, necessário para impedir o avanço da pandemia de covid-19 no país. A medida diminuiu o deslocamento da população, com um reflexo direto no tráfego […]

Um estudo desenvolvido em parceria por professores da PUC-Campinas e da Unicamp apontou uma redução considerável nos níveis de poluição na Região Metropolitana de São Paulo, após o início do isolamento social, necessário para impedir o avanço da pandemia de covid-19 no país. A medida diminuiu o deslocamento da população, com um reflexo direto no tráfego de veículos. Deste modo, a emissão de dióxido de nitrogênio reduziu 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

O estudo mostrou ainda que a região metropolitana da capital exibiu variações negativas na emissão de óxido nítrico e monóxido de carbono. Essa situação também foi percebida em países como a China e a Espanha, que adotaram o distanciamento social durante a pandemia. O que chama a atenção é que até então, 2020 vinha registrando níveis de poluição maiores do que o ano passado, com aumento de 12% nos índices. Um dos professores responsáveis pela pesquisa, Rodrigo Custódio Urban, diretor da Faculdade de Engenharia Ambiental da PUC-Campinas, afirma que o estudo foi conduzido a partir das análises do sistema de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. Segundo ele, dependendo da região da capital, os níveis de poluição chegaram a diminuir em quase 80%. A gente pode falar que teve uma queda na concentração de poluentes, entre 54% e 77%, dependendo da região. São poluentes que podem trazer problemas sérios para a saúde das pessoas, como o dióxido de nitrogênio e o monóxido de carbono”, explica.

O professor Rodrigo Custódio Urban acredita que a região de Campinas deve ter apresentado uma redução semelhante à registrada na capital. Segundo ele, as características das duas metrópoles são similares, o que deve apontar um resultado parecido nas análises. Sobre Campinas, a tendência é que a gente tenha uma situação semelhante sim. Principalmente porque a região metropolitana tem áreas industriais e um fluxo de automóveis grande. A tendência é que a gente tenha uma diminuição nessas informações”, disse. A região de Campinas tem o maior número de veículos por pessoa entre as áreas metropolitanas do Estado de São Paulo, segundo um levantamento do Observatório PUC-Campinas. A RMC possui 0,71 veículo por habitante, superando a taxa de 0,62 registrada na RMSP.

Conteúdos