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Câmara considera legal setor de beleza como essencial

Aprovado por 19 votos a cinco na discussão da legalidade, o projeto de lei que define o setor de beleza como serviço essencial em Campinas foi retirado de pauta para

Câmara considera legal setor de beleza como essencial
Foto: Reprodução

Aprovado por 19 votos a cinco na discussão da legalidade, o projeto de lei que define o setor de beleza como serviço essencial em Campinas foi retirado de pauta para adequações jurídicas antes de ir para a votação do mérito.

O autor da proposta é o vereador Antonio Flôres, sem partido, que equipara os cabeleireiros, barbeiros e outros trabalhadores aos profissionais de farmácias e mercados e diz querer evitar a falência de salões e espaços da cidade.

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Ao alegar que o texto seria levado ao jurídico da Prefeitura para que uma possível liberação seja mais bem elaborada, pediu que o município leve em conta opiniões técnicas diferentes sobre os riscos sanitários dos ofícios.

“Eu peço, então, que aprovem na legalidade e em seguida eu peço a retirada pra segunda votação para que o projeto possa ser melhor analisado e discutido. E que assim haja uma consciência do secretário jurídico”, afirma Flôres.

O vereador Pedro Tourinho, do PT, criticou e votou contra o texto. Mesmo dizendo entender o momento vivido pelos estabelecimentos e trabalhadores, defendeu que a saída não é a reabertura e sim soluções de crédito.

Além disso, cita os números de Campinas na pandemia, com mais de 7,5 mil confirmações e 271 mortes pela covid-19, doença que ainda é estudada. Para ele, o desconto na tributação, por exemplo, seria outra solução correta.

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“A gente não sabe nem se essa doença causa imunidade persistente, segundo estudo. Não se pode permitir que cada setor pleiteie um projeto de lei. O correto para ajudar os salões seria ofertas de crédito ou isenção de tributação”, diz.

O projeto teve o apoio de outros vereadores, como Zé Carlos, do PSB, e Jorge Schneider, do PL. O primeiro, inclusive, alegou que o risco de contágio nos ambientes de cuidados estéticos existe, mas quer voltar à normalidade.

Para ele, o Governo Federal não tem condições de ajudar todos os empresários e microempreendedores nesse momento de crises sanitária e econômica e por isso não vê sentido em manter restrições diante do estágio atual do surto.

“Não somos um país com recursos. Não vai ter jeito. Não tem remédio e não tem vacina. Vamos ficar todos fechados em casa? Precisa abrir algumas categorias que são essenciais pra vida, como cabeleireiros e depilação”, aponta.

A Prefeitura já indicou que deve manter os salões fechados devido ao risco de contaminação nesses locais. O Governo do Estado tem o mesmo entendimento e enquadrou o setor entre os últimos a serem retomados em São Paulo.

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