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Remédio em teste reduz mortes pelo vírus

Uma esperança para pacientes com sintomas graves da covid-19 pode estar num medicamento chamado dexametasona, que faz parte de um estudo, no Reino Unido, liderado por uma equipe da Universidade

Remédio em teste reduz mortes pelo vírus
Uma esperança para pacientes com sintomas graves da covid-19 pode estar num medicamento chamado dexametasona, que faz parte de um estudo, no Reino Unido, liderado por uma equipe da Universidade de Oxford. É um tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona, com baixo custo e amplamente disponível. O medicamento reduziu em um terço o […]

Uma esperança para pacientes com sintomas graves da covid-19 pode estar num medicamento chamado dexametasona, que faz parte de um estudo, no Reino Unido, liderado por uma equipe da Universidade de Oxford. É um tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona, com baixo custo e amplamente disponível. O medicamento reduziu em um terço o risco de morte de pacientes que estavam em respiradores. De 40% para 28%.

Para pacientes fora dos respiradores, mas utilizando oxigênio, essa redução foi de 25% para 20%. De acordo com o édico epidemiologista e professor da Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, André Ribas, apesar de representar um avanço nas pesquisas de combate ao coronavírus, o medicamento está em fase de testes e não é indicado para pacientes com sintomas leves da doença.

Dexametasona tem a função de reduzir inflamações e já é usado para tratar outras  doenças. Os médicos alertam que ele jamais deve ser tomado por conta própria, em casa. O estudo ainda não foi publicado e por isso, para André Ribas, é muito precoce prever os resultados de dexametasona no tratamento do coronavírus. No entanto, o médico epidemiologista considera que os dados iniciais trazem esperança.

De 20 pacientes com coronavírus, 19 se recuperam sem precisar de hospital. Dos que são internados, a maioria também se recupera. A dexametasona não é indicada para essa maioria. O medicamento parece ajudar os que precisam de oxigênio ou ventilação mecânica, que são os pacientes de alto risco.

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